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A UNIÃO

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A antiga câmara dos Pares, no Palácio de São Bento

A Nobreza já existia antes da fundação de Portugal, marcou toda a sua História espalhada pelo Mundo, e continua hoje – muito tempo depois da Revolução Francesa – a ser uma realidade marcante em diversos sectores das sociedades contemporâneas.

A ideia de que a Nobreza acabou, que é uma realidade que pertence unicamente ao passado, parece desmentida tanto pela intolerância que muitos continuam a manifestar em relação a ela, como pelos esforços que outros desenvolvem para fabricar uma fidalguia que de facto não herdaram dos seus antepassados.

 

Depois de recordar que em França há actualmente cerca de 3.600 famílias de nobreza autêntica e cerca de 15.000 de falsa nobreza, Philippe du Puy de Clinchamps (em La Noblesse) observa: “a realidade actual da verdadeira nobreza prova-se pela existência da falsa nobreza. A importância social daquelas 3.600 famílias é atestada pela usurpação das outras 15.000. Ninguém se esforça por imitar o que está definitivamente morto”.

 

O maior perigo que ameaça a Nobreza não é a sua extinção biológica ou a falta de concessões (pelo Estado) de títulos e brasões, mas sim a sua descaracterização e diluição na sociedade.

 

Esta descaracterização não é inevitável. Tanto em França como na Finlândia, Suécia, Holanda e Dinamarca, a Nobreza tem sabido conservar a sua identidade apesar de há muito terem acabado as ditas concessões.

 

A preocupação de evitar o seu desaparecimento como cultura não é um exclusivo da Nobreza. Diz igualmente respeito a outras minorias étnicas e culturais que, tal como ela, têm o direito – e porventura o dever – de defender o seu património cultural, os seus costumes e tradições.

Hoje, por toda a parte nascem agremiações e clubes, desde associações de famílias a descendentes dos indios ou dos primeiros colonos de alguns países do Novo Mundo.

 

A aristocracia tem certamente alguns defeitos, como qualquer outro segmento da sociedade. Mas tem também significativas marcas de excelência, sem as quais não lhe teria sido possível durar mais de mil anos e ser ainda hoje um dos legados da civilização europeia.

 

O secular Parlamento britânico e as obras de Montesquieu e Tocqueville aí estão para testemunhar aquilo que hoje é cada vez mais claro - o papel da Nobreza ao longo dos  tempos na defesa das liberdades e da descentralização, assim como dos poderes locais e regionais.

 

Filha do Tempo e do Sangue, a Nobreza – muito marcada por ideias-força como Honra e Liberdade – sempre se viu a si própria como herdeira de Deveres, sempre considerou que Noblesse Oblige e que, mesmo através de sacrifícios, é preciso honrar o Nome.

Nasceu numa cultura milenar, plasmada pelo serviço público, a Cavalaria, o sentido da Casa (linhagem), a Economia Agrária e a responsabilidade social da propriedade.

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UDEN - União para a Defesa e Entreajuda da Nobreza Hereditária Portuguesa

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